terça-feira, 27 de março de 2012

Os meus postais da Polónia

Há uma semana estava na Polónia, mais concretamente em Varsóvia. Fui dia 15 vim dia 20 e foram 5 dias fantásticos. Foi divertido, foi emocionante, foi uma grande aventura. Deixa muitas saudades e sobertudo a vontade de voltar. Eu vou voltar de certeza porque quero conhecer outras cidades no norte do país e voltar a Cracóvia.

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O programa da viagem incluiu aterragem em Varsóvia, uma viagem de 3 horas de comboio, em pé (sim em pé), até Cracóvia. Visita a 2 castelos no Parque Nacional Ojcow, Minas de Sal em Wieliczka e a visita mais importante, Campos de Concentração Auschwitz-Birkenau. No regresso a Varsóvia passámos ainda por Czestochowa e pelo castelo Olsztyn.

Copyright by Panstwowe Muzeum Auschwitz-Birkenau, Foto: Jaroslaw Mensfelt

Este é daqueles postais que gostava que não existissem. Mas já que existem, que sirvam para lembrar o que se passou, para que não volte a acontecer.

A razão principal desta viagem foi mesmo a visita a Auschwitz. Já sabia que ia ser uma visita emotiva e de facto foi. Não é de ânimo leve que se entra, por exemplo, numa câmara de gás onde foram mortas milhares de pessoas.

Enviei para mim este postal com a porta de entrada do campo de Auschwitz II - Birkenau, mais conhecida pelos prisioneiros como "Porta da Morte".

Os Nazis deram início à construção deste campo no Outono de 1941 na localidade de Brzezinka, situada a 3 km de Oswiecim, onde se encontra o campo de Auschwitz I.

Em Birkenau foi instalada a maior parte da maquinaria de extermínio e nele assassinadas a maior parte das vítimas do campo.

A maioria dos prisioneiros chegava ao campo de comboio depois de uma terrível viagem, em vagões de carga, que durava vários dias. A partir de 1944, estendeu-se a linha para que os comboios chegassem directamente ao campo. Era nesta entrada que os médicos das SS faziam a selecção dos deportados. Eram metidos em 2 filas separadas: uma para as mulheres e crianças e outra para os homens. Entre estes os fortes e saudáveis eram separados dos idosos, doentes, das grávidas e das crianças. Os declarados aptos para trabalhar ficavam no campo, os restantes (70-75%) eram conduzidos às câmaras de gás.

O objectivo principal do campo não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (caso de Auschwitz I) mas sim de exterminá-los. Para cumprir esse objectivo, equipou-se o campo com quatro crematórios e câmaras de gás que podiam receber até 2.500 prisioneiros por turno.

As câmaras de gás de Birkenau foram destruídas pelos nazis em novembro de 1944 com a intenção de esconder as actividades do campo das tropas soviéticas. Em 17 de janeiro de 1945 os nazis iniciaram uma evacuação do campo. Perto de 7.500 prisioneiros (ou 3.000 segundo outras fontes), pesando entre 23 e 35Kg, foram liberados pelo Exército Vermelho em 27 de janeiro de 1945.

1 comentário:

Jusseli Maria Rocha disse...

Li,bastante emocionada,teu relato sobre a viagem à Polônia. Devemos conhecer e lembrar a história para não repeti-la. Abraços.