sexta-feira, 16 de junho de 2017

Gueto de Varsóvia - Polónia

Não foi há muito tempo que li um livro em que uma parte importante da história se passou no Gueto de Varsóvia. Como seria de imaginar, não foi uma história feliz, aliás, dificilmente terá havido naquele lugar alguma história feliz. 
Pouco restou do gueto depois da revolta em 1943 mas a Igreja de St. Agostinho continuou e continua de pé. 
O postal foi enviado pela Emanuela e pelo Cesare. 

Pouco depois da invasão alemã da Polónia, em Setembro de 1939, mais de 400 mil judeus em Varsóvia, foram confinados a uma área da cidade que era pouco mais de 1.5 quilómetro quadrado. Em Novembro de 1940, este gueto foi selado por paredes de tijolos, arame farpado e guardas armados; qualquer pessoa que fosse apanhada a tentar fugir era morta no local. 
Os nazis controlavam a quantidade de alimento que era trazido para o gueto, muito pouca obviamente, e a doença e a fome mataram milhares a cada mês. (Os guetos foram estabelecidos em cidades em toda a Europa oriental ocupada pelos nazis. O gueto de Varsóvia foi o maior da Polónia).
Em Julho de 1942, Heinrich Himmler (1900-45), chefe do corpo paramilitar nazi conhecido como Shutzstaffel (SS), ordenou que os judeus fossem levados para os campos de extermínio. (Aos judeus disseram-lhes que iam ser transportados para campos de trabalho, no entanto, depressa chegou ao gueto que a deportação para os campos significava morte.) Dois meses depois, cerca de 265 mil judeus foram deportados do gueto de Varsóvia para o campo de extermínio de Treblinka, enquanto mais de 20 mil outros foram enviados para um campo de trabalho forçado ou foram mortos durante o processo de deportação.

fot: Lech Zielaskowski
Cerca de 55.000 a 60.000 judeus permaneceram no gueto de Varsóvia, e pequenos grupos desses sobreviventes formaram unidades de autodefesa clandestinas, como a Organização de Combate Judaica que conseguiu contrabandear armas com os polacos anti-Nazis. Em 18 de Janeiro de 1943, quando os nazis entraram no gueto para preparar um grupo para transferência para um campo, foram emboscados por uma unidade ZOB. O combate durou vários dias antes que os alemães se retirassem. Depois, os nazis suspenderam as deportações do gueto de Varsóvia durante os meses seguintes.
A 19 de Abril de 1943, Himmler enviou forças SS e seus colaboradores com tanques e artilharia pesada para liquidar o gueto de Varsóvia. Várias centenas de combatentes da resistência, armados com poucas armas, conseguiram lutar contra os alemães, que superavam em número de homens e armas, durante quase um mês. No entanto, durante esse tempo, os alemães arrasaram sistematicamente os edifícios do gueto, bloco após bloco e destruindo os bunkers onde muitos residentes se tinham escondido. No processo, os alemães mataram ou capturaram milhares de judeus. No dia 16 de Maio, o gueto estava firmemente sob controle nazi, e naquele dia, num ato simbólico, os alemães explodiram a Grande Sinagoga de Varsóvia.
Cerca de 7.000 judeus pereceram durante o levante, enquanto quase 50.000 outros que sobreviveram foram enviados para campos de extermínio ou de trabalho. 

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