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sábado, 2 de janeiro de 2021

Timor- Leste

Creio que para a maioria das pessoas que colecciona postais, ou qualquer outra coisa, é impensável deixar de coleccionar. No entanto, há alturas, seja por que motivo for, em que tem de se tomar essa decisão. O Paulo deixou de coleccionar postais e perguntou-se se gostaria de receber alguns. No passado ele já me tinha enviado vários envelopes com alguns postais, sendo que por alguns, quero dizer centenas de postais. Desta vez, excedeu-se. Numa bela manhã do passado mês de Novembro, chegaram cá a casa dois envelopes a abarrotar de postais. Foram mais de 600!!! Parecia Natal 😀 Demorei umas quantas horas a separar e a contá-los mas foi sem dúvida uma tarde bem passada. A maioria dos postais são de Portugal e Espanha mas há também uns poucos de alguns países mais raros e de onde é difícil arranjar postais, como por exemplo, Timor. Este é apenas o meu 3º postal de lá. 

Compreendendo a metade oriental da ilha de Timor, logo ao norte da Austrália, Timor-Leste estava sob controlo português desde o século XVI até 1975, quando finalmente declarou a sua independência. No entanto,  nesse mesmo ano foi invadido e ocupado pela Indonésia e foi anexado como a 27ª província do país. Para além de reivindicar o território, a Indonésia reprimiu os movimentos de independência, com mais de 200.000 morrendo de violência e fome.   
Em 1999, a Indonésia permitiu que Timor-Leste votasse pela sua independência e 78 por cento dos eleitores escolheram a soberania. Timor-Leste tornou-se  então o primeiro novo Estado soberano do século XXI, em 20 de maio de 2002.

 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Casas Uma Lulik - Timor

Hoje trago uma novidade a este blog. Nunca tinha colocado postais de Timor e hoje, pela primeira vez, tenho um para mostrar. 
Estas estranhas mas bonitas casas são chamadas de Uma Lulik e são casas sagradas. Estas encontram-se em Bauru. 

Photo 2010 © Karel Hrdina
As Uma lulik são feitas com materiais naturais como madeira, bambu e corda feita de uma palmeira nativa chamada Arenga pinnata. Para além de ser uma construção, o conceito de uma lulik inclui também rituais, cerimónias e crenças - estas foram as casas onde os vivos podem se comunicar com seus antepassados. A palavra em si, Lulik, refere-se ao cosmos espiritual, raiz da vida e regras sagradas que ditam as relações entre as pessoas e a natureza.
Estas casas foram construídas por arquitectos tradicionais, que possuíam o conhecimento de rituais que deveriam ser realizados durante a sua construção. Eles sabiam que os detalhes dos materiais de construção - que plantas deviam ser usadas para o telhado da casa, o que a madeira a ser usado para fazer os postes e tábuass, o que usar para unir as partes juntas. Todos os materiais deviam ser naturais, a fim de unir a casa com as forças intangíveis da natureza.