Já tinha um postal do interior do Anfiteatro de El Jem, enviado pelo Boguslaw em 2011, e agora também tenho uma foto do exterior que mostra toda a sua grandiosidade.
El Djem alberga o segundo maior coliseu do mundo romano (depois do de Roma). A UNESCO classificou-o como Património Mundial em 1979.
Tinha 149 metros de comprimento por 124 metros de largura, com três níveis de assentos a 30 metros de altura. A sua capacidade de público foi estimada em até 35.000 pessoas – consideravelmente mais do que a população da própria cidade.
Construído inteiramente com blocos de pedra, sem fundações, a sua fachada é composta por três níveis de arcadas. No interior, a maior parte da infraestrutura de suporte dos bancos em níveis foi preservada.
Acredita-se que o Coliseu tenha sido construído entre 230 e 238 d.C., e é geralmente atribuído ao procônsul africano Gordiano, um proprietário de terras e patrono local. A pedra para a construção tinha de ser transportada desde as pedreiras de Sullectum (actual Salakta), a 30 km de distância, na costa, e a água era trazida através de um aqueduto subterrâneo de 15 km das colinas a noroeste da cidade.
O Coliseu serviu mais tarde também como última linha de defesa. A princesa berbere Al Kahina foi aqui cercada pelas forças árabes no final do século VII. Segundo a lenda, o Coliseu estava ligado por um túnel à cidade costeira de Salakta, permitindo a Al Kahina atormentar os seus sitiantes acenando com peixe fresco do alto das muralhas.
Ao entrar no Coliseu pela primeira vez, fica-se impressionado com a grandiosidade da visão romana. O lado sul do anfiteatro é o mais bem preservado, permitindo ter uma ideia de como as bancadas desciam dos níveis superiores até à arena com paredes de mármore, sob a qual corriam corredores arqueados.
Pode ainda subir até aos níveis superiores das bancadas e contemplar a arena. É também possível explorar as duas longas passagens subterrâneas que eram utilizadas para abrigar animais, gladiadores e outros desafortunados nos seus últimos momentos antes de serem lançados na arena para entreter as massas. Foi aqui que muitos passaram os seus últimos minutos solitários, ouvindo 35.000 pessoas a clamar pelo seu sangue.
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