segunda-feira, 1 de junho de 2026

Grutas de Batu - Malásia

 Recebi o meu primeiro postal das Grutas de Batu em 2015, retratando o festival Thaipusam, que se celebra todos os anos entre janeiro e fevereiro. Na semana passada, recebi um segundo postal de lá. A Kristiina, uma rapariga da Finlândia, viajou sozinha durante 6 semanas pela Ásia e enviou alguns postais enquanto viajava. 

A apenas dez quilómetros a norte de Kuala Lumpur, as Grutas de Batu destacam-se como um dos símbolos culturais e espirituais mais icónicos da Malásia. Este fascinante sítio natural, situado nas margens do rio Gombak, oferece muito mais do que um espetáculo geológico. É um verdadeiro santuário vivo da tradição hindu, rico em história, espiritualidade e cores vibrantes.
 
MY-726020, enviado pela Kristiina.
As Grutas de Batu têm uma história fascinante que começa no século XIX. Originalmente, estas grutas naturais eram exploradas pelo seu calcário e guano (excrementos de morcego, utilizados como fertilizante). Em 1891, o comerciante indiano K. Thamboosamy Pillai teve a visão de transformar estas grutas num santuário dedicado ao Senhor Murugan, o deus hindu da guerra e da vitória. Hoje, este local tornou-se o maior santuário hindu fora da Índia. 
A entrada do local é assinalada pela imponente estátua de Hanuman, o deus macaco, que observa este local sagrado a uma altura de 15 metros. Os visitantes sobem depois 272 degraus, no topo dos quais se encontra uma representação dourada de 43 metros do Senhor Murugan, inaugurada em 2006. Este ícone, um dos mais altos do mundo, simboliza a harmonia entre as energias masculina e feminina e incorpora a sabedoria divina. As próprias grutas são uma verdadeira obra-prima da natureza. Em 2018, as suas paredes foram decoradas com cores vibrantes, suscitando admiração e controvérsia. Embora alguns puristas tenham criticado estas adições pelo seu impacto na autenticidade histórica do local, muitos visitantes apreciam este novo esplendor visual.

As Grutas de Batu tornam-se um ponto central de atividades todos os anos durante o festival Thaipusam (...). Este festival religioso hindu comemora a oferta de uma lança da deusa Parvati ao seu filho Murugan para derrotar as forças do mal. Milhares de fiéis participam numa procissão que parte de Kuala Lumpur, transportando "kavadi", estruturas de madeira ou metal decoradas, frequentemente presas ao corpo por ganchos ou agulhas. Estes atos de extrema devoção demonstram a fé e a espiritualidade dos participantes. Os visitantes são sempre bem-vindos, desde que respeitem os costumes locais.

Parque Nacional Mulu - Malásia

Já há mais de 2 anos que não aparecem aqui postais da Malásia. Estas últimas semanas até recebi 2 de lá, um vem já a seguir, mas estes já são bem antigos. O primeiro é um oficial de 2013 e o segundo é chegou uns anos antes. A Ilyani enviou-o em 2009 e foi na altura um UNESCO novo do país.
 
 
  Photo credits: Sarah Waugh, Jan Castley, J Satem, B Wan Ullok © Perkata 
MY-169142, enviado pelo Nurul.
Nas imagens temos um rio, os pináculos de arenito, as flores pagode, uma das suas várias grutas e árvores na floresta tropical. 
O Parque Nacional Gunung Mulu é uma das mais espetaculares conquistas da natureza e a "joia da coroa" da rede de parques nacionais de Sarawak. É também o maior parque nacional, abrangendo 544 km² de floresta tropical primária, atravessada por rios caudalosos e ribeiros cristalinos. Mulu é dominado por três montanhas: Gunung Mulu (2.376 m), Gunung Api (1.750 m) e Gunung Benarat (1.858 m). No entanto, muitas das maiores atrações de Mulu encontram-se nas profundezas da terra. Escondido sob as encostas florestadas destas montanhas, encontra-se um dos maiores sistemas de grutas calcárias do mundo.
Está classificado como Património Mundial da Humanidade desde 2000. 
 
Existem neste parque uma série de grutas recordistas. Com a maior passagem de gruta do mundo (Caverna dos Veados), a maior câmara natural do mundo (Câmara de Sarawak) e a gruta mais longa do Sudeste Asiático (Caverna Clearwater), não é surpresa que Mulu seja agora mundialmente famosa. Foram mapeados mais de 200 km de passagens de grutas, mas acredita-se que isto represente apenas 30 a 40% do total real. 
As grutas mais antigas de Mulu começaram a formar-se há cerca de 5 milhões de anos, quando os movimentos laterais da terra resultaram na formação de montanhas de calcário e arenito, lado a lado. Milhões de anos de chuvas intensas e a ação dos rios e das águas correntes esculpiram o vasto sistema subterrâneo que hoje existe. O processo de erosão ainda continua; a água que goteja cria novas formações rochosas, o calcário é lentamente desgastado e os rios subterrâneos esculpem as grutas, transportando os detritos de calcário para a entrada da gruta ou redistribuindo-os dentro do sistema. Embora Mulu seja sinónimo de grutas, a "experiência Mulu" não se limita às atrações subterrâneas; acima do solo, há muito a fazer. A região está coberta por uma rica floresta primária e oferece uma vasta gama de atividades no meio da natureza. Existem excelentes trilhos na selva e caminhadas nas montanhas, incluindo o desafiante trilho para contemplar os Pináculos – picos de calcário afiados como navalhas, com 45 metros de altura, que se erguem majestosamente nas encostas do Gunung Api.